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Objetivos bem traçados

Através de uma visão de mundo clara e concisa, temos a meta de alcançar:


Um mundo mais feliz.

          Cidades menos violentas.

          Células comunitárias sadias.

          Cidadãos mais conscientes e responsáveis.

          Seres humanos com mais perspectivas.

          Uma vida socialmente baseada no respeito e assim mais harmônica e economicamente mais justa.

          Nutrir a população com informações sobre questões ambientais viabilizando a estruturação da coleta seletiva na cidade e outras ações ligadas à mudança de hábitos;

          Incentivar a adoção de práticas ambientalmente adequadas e socialmente justas para a melhoria da qualidade de vida da comunidade;

          Informar a comunidade sobre as políticas públicas que garantam a ação local, facilitando a inserção da localidade nos fóruns de organização da cidade e na discussão do contexto socioeconômico mundial;

       Facilitar a articulação da comunidade, com o poder público e privado para a construção e o cumprimento de políticas públicas socioambientais.

Os bairros como organismos vivos – Biobairros

“O objetivo principal do Programa Biobairros é fazer um bairro se sentir uma aldeia de novo, ter vínculo comunitário, ter laços, relações fortes, ser um bairro vivo”.

 

Entendemos como Biobairro aquela localidade onde os moradores tenham percepção social, econômica, cultural, histórica, ambiental, comunitária e de responsabilidade com o espaço ao redor e que, através de ações concretas baseadas, neste conceito, ajam na transformação constante do bairro em uma célula sustentável.

 

O PROGRAMA BIOBAIRRO, sinônimo de bairro vivo, saudável e responsável é um caminho na construção da cidade com qualidade que queremos baseada na consciência plena dos cidadãos que nela habitam.

 

O caminho para a concretização de um Biobairro vem se construindo há anos, através de ações práticas, nas quais são possíveis novas políticas públicas para a capital. Assim, buscamos criar um modelo de bairro saudável, abrindo concretamente um caminho de fácil reprodução para os demais bairros, e mostrando a viabilidade de uma cidade saudável.

 

Em maio de 2000 iniciou-se, na comunidade do Parque Vitória, uma sequência de ações baseadas na visão da cidade como organismo vivo, sendo cada bairro uma de suas células. O grupo de pessoas, de vários bairros, fundadores do Projeto Vitória e, depois, da ONG Ecos do Vitória, foi adquirindo a consciência da similaridade dos sistemas de funcionamento da cidade com os sistemas de funcionamento do corpo humano:

 

- O sistema circulatório pode ser comparado com o sistema de trânsito e o de  rios e corpos de água da cidade, este último sob a ação da gravidade do planeta, tem as águas “puxadas” para as partes mais baixas compondo o Rio Tietê, este caminho apresenta obstruções em quase em sua totalidade;

 

O Rio Tietê na cidade de São Paulo é a soma dos erros dos bairros”.

 

- O sistema respiratório pode ser relacionado com áreas verdes, hoje tão raras, não existindo um equilíbrio entre número de habitantes (consumo de ar) e número de áreas;

 

- O sistema digestivo e o excretor encontram-se totalmente desorganizados pela ação humana. A população consome mal: alimenta-se de produtos com excesso de agrotóxicos, fazendo, ainda, uso desnecessário de embalagens e produtos industriais que são fruto de processos altamente poluentes e, em seguida, despeja os resíduos na circulação (rios) e nos tecidos (ruas, terrenos baldios, várzeas, lixões ou aterros);

 

- O sistema nervoso, onde as diversas percepções (tato, audição, visão, paladar, olfato e outras discutíveis) de cada ser ou instituição constituem a psicologia, a política e a personalidade de cada comunidade e do organismo;

 

- O sistema reprodutor, também começa a apresentar anomalias. Vale lembrar do episódio das crianças nascidas sem cérebro em razão da poluição em Cubatão e das alterações que vem ocorrendo na Serra da Cantareira como reflexo da poluição da cidade. Este só continuará gerando vida se todas as outras condições começarem a caminhar para o equilíbrio.

 

Diante deste quadro de organismo doente, foi criada uma metodologia de trabalho fundamentada no entendimento de que o bairro precisa reconstruir as partes dos sistemas que estão presentes nela. As ações foram planejadas para que uma primeira célula funcionasse bem e, então, servisse de modelo para as outras.

 

Neste modelo de gestão compreende-se que a cidade de São Paulo como um todo deve incentivar a autocura de cada célula, sendo que uma irá contagiar a outra nesse caminho. Em cada bairro, devem existir núcleos que gerenciem as suas diversas funções garantindo a manutenção e o desenvolvimento da qualidade de vida total para os moradores.


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