O projeto Navegando na Ecologia tem como base o conceito “Visão Global, Ação local”.
“VISÃO GLOBAL, AÇÃO LOCAL” – ECO 92, esta é frase que sustenta este projeto. Com local de intervenção localizado na Avenida Marginal do Rio Tietê, área que propicia visão pela cidade toda e situado no bairro Jardim das Graças, localidade onde se torna uma proposta de transformação real, este projeto será um modelo de práticas e hábitos saudáveis para outros bairros. Atendendo aos aspectos: social, econômico e ambiental, o PROJETO “NAVEGANDO NA ECOLOGIA” aponta na direção da sustentabilidade fomentada na micro-região: recomposição de espaço de convivência comunitária, potencialização do bairro como opção turística, desenvolvimento feira de antiguidades, artesanato e produtos ecoefientes, viveiro de mudas com uso de lodo, coleta seletiva, valorização e ampliação do comércio local, apoio a formação de cooperativas, criação de oficinas a partir do Ecoponto local. Todas estas possibilidades estarão sendo abertas a partir desta iniciativa, além da enorme contribuição da Educação Socioambiental que se dará continuamente como base da sustentabilidade do projeto.
APRESENTAÇÃO DO PROJETO
Do contato com a ONG ambientalista Ecos do Vitória, veio a idéia de adotar uma praça abandonada da Cidade, localizada na marginal do Tietê. Um lugar ermo, repleto de caminhões velhos e lixo urbano, exatamente na localidade do Jardim das Graças, onde estão situadas as empresas Zini e VOMM de propriedade da família Vezzani.
O projeto de revitalização e conscientização ambiental foi abraçado pela empresa VOMM Equipamentos e Processos, empresa italiana, com sede no Brasil que desenvolve uma tecnologia de reaproveitamento e revalorização dos lodos para fazer um fertilizante orgânico chamado BOS (Biosólido Orgânico Seco Sanitizado). Além da melhoria ambiental do entorno a idéia de base é mostrar, que do próprio lodo produzido na SABESP, como conseqüência do tratamento das águas que formam o Rio Tietê poluído, é possível obter-se um produto final utilizável como adubo para a produção de mudas na praça. O intuito da iniciativa é demonstrar na prática o resultado e que o mesmo seja percebido pelos cidadãos que todo dia passam pela marginal e já assistiram aos trabalhos de aprofundamento da calha, organização e ajardinamento das laterais do Rio.
Com esse propósito a VOMM, juntamente com a ONG Ecos do Vitória, e em parceria com a Universidade da Água, uniram esforços para resgatar e conservar o barco DAEE. Um bem precioso e fazer dele um símbolo histórico, representante de um tempo quando o Rio Tietê em São Paulo era navegável, suas águas eram limpas e era possível a pesca e o banho nos vários rios que cruzavam a cidade.
O antigo barco do DAEE é um espelho do que aconteceu com o Rio Tietê, também abandonado e esquecido. O objetivo é fazer deste barco um símbolo do esforço que todos devem empreender para que o Rio Tietê volte a ser vivo e que a mensagem principal seja entendida: quando se trata de “MEIO AMBIENTE, ESTAMOS TODOS NO MESMO BARCO”
