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Cuidadores de bairro

As áreas verdes como praças e matas ciliares compõe o sistema respiratório da cidade, em São Paulo este sistema já é quase inexistente, restando apenas alguns focos de maior concentração. O ideal para o bom funcionamento da respiração é a presença de árvores de grande porte que realizam grande fixação de carbono e propiciam boa filtragem.

 

O entendimento do senso comum em relação às árvores é que geram sujeira com suas folhas ou que entopem as calhas das casas. Não há percepção do papel que representam no funcionamento natural do planeta e da necessidade de sua manutenção inclusive para regulação do regime de chuvas.

 

O processo de desenvolvimento da cultura brasileira ainda passa por diversos tipos de analfabetismo que não o da leitura e escrita, mas sim o da abstração política, ambiental, econômica e social.  Este processo fez com que nosso modo de viver tomasse caminhos de uma sociedade que valoriza a vida urbana e que é individualista, cuidando apenas de sua propriedade privada.

 

Os espaços públicos, que deveriam ter o cuidado de todos, ao contrário, passaram a ser território de ninguém.

 

John Nash[1] contrapôs o teórico do capitalismo, Adam Smith, após cento e cinqüenta anos de hegemonia da teoria que fundamenta as iniciativas individuais e a privatização.

 

John Nash provou, matematicamente, que não se pode chegar a uma solução ideal, em termos de economia mundial, sem que esta solução seja boa para todos, ou seja, se todos não ganharem o jogo, ninguém ganha. A casa (Planeta) é a mesma para todos e o cuidado precisa ser com cada pedaço do que o químico James Lovelock [2]chamou de organismo vivo em sua “Hipótese de Gaia”.

 

Cada habitante que queira cuidar de um mínimo espaço que esteja abandonado pela sociedade deve ser motivado e tal atitude deve ser divulgada para que as transformações culturais aconteçam e passemos a respeitar o que é de todos.

 

 

PÚBLICO ALVO

 

Moradores do bairro e região

 


[1] John Forbes Nash Jr. (Bluefield, 13 de junho de1928) é um matemático norte-americano que trabalhou na Teria dos Jogos, na Geometria Diferencial e na Equação de deirivadas parciais, servindo como Matemático Sênior de Investigação na Universidade de Princeton. Compartilhou o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel de 1994 com Reinhard Selten e John Harsanyi.

Nash também é conhecido por ter tido sua vida retratada no filme Uma Mente Brilhante, vencedor de 4 Oscars (indicado para 8), baseado no livro-biográfico homônimo, que apresentou seu gênio para a matemática e sua luta contra a esquizofrenia.

 

[2] James Ephraim Lovelock (26 de julho de 1919) é um pesquisador independente e ambientalista que vive na Cornualha (oeste da Inglaterra).

A hipótese de Gaia foi sugerida por Lovelock, com base nos estudos de Lyn Margulis, para explicar o comportamento sistêmico do planeta Terra. A Terra é vista, nesta teoria, como um superorganismo.